domingo, 23 de fevereiro de 2014

Pessoa-Cem Anos de Heterónimos a 8 de Março

    Cartaz da autoria de Gonçalo Moleiro


No dia 13 de Janeiro de 1935, um domingo, Fernando Pessoa escreveu uma carta, em resposta a uma outra do seu amigo e crítico literário Adolfo Casais Monteiro, onde expôs a génese dos seus heterónimos, nomeadamente do mestre Alberto Caeiro e seus discípulos Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
O que pretendeu ser uma partida ao seu amigo Mário de Sá - Carneiro, mediante as suas próprias palavras, com a invenção de “um poeta bucólico, de espécie complicada, e apresentar-lho, já não me lembro como, em qualquer espécie de realidade”, transformou-se no momento que iria marcar toda a literatura do século XX: o dia 8 de Março de 1914, denominado pelo próprio Fernando Pessoa como “o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim”. Nascia o mestre Alberto Caeiro, com o “O Guardador de Rebanhos”, – que lhe pareceu ser logo o seu mestre – e os discípulos que Fernando Pessoa tratou de lhe descobrir: nasciam Ricardo Reis e Álvaro de Campos.

No dia 8 de Março de 2014 decorrem cem anos sobre o “dia triunfal” de Fernando Pessoa, e a Alagamares – Associação Cultural marcará essa efeméride com a realização de um colóquio, nesse mesmo dia, na Biblioteca Municipal de Sintra – Casa Mantero (Rua Gomes de Amorim, Sintra), às 16 horas.

O colóquio será preenchido pelas intervenções dos oradores convidados, estudiosos deste vasto tema e pessoas de elevada intervenção cultural: O historiador João Rodil abordará o heterónimo Alberto Caeiro; Luís Tavares, filósofo, fará uma exposição sobre Álvaro de Campos; a Jorge Telles de Menezes pertencerá a exposição sobre Ricardo Reis;Renato Epifânio, presidente do MIL- Movimento Internacional Lusófono, terá a seu cargo a abordagem da personalidade de Fernando Pessoa ortónimo.
As intervenções serão intercaladas com a declamação de poemas dos heterónimos e do ortónimo pelo actor e encenador Rui Mário.

No espaço da biblioteca será possível a aquisição de livros de poesia que marcam a efeméride, assim como de autores sintrenses, pela instalação de um local de venda patrocinado pela livraria Dharma, de Mem Martins.

Entrada Livre

SOBRE OS ORADORES
RENATO EPIFÂNIO
Renato Epifânio é Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e da Direcção da Associação Agostinho da Silva; Secretário-Executivo da Comissão das Comemorações do seu Centenário; investigador na área da "Filosofia em Portugal", com dezenas de estudos publicados. Tem Licenciatura e Mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; doutorou-se, na mesma Faculdade, com a dissertação Fundamentos e Firmamentos do pensamento português contemporâneo: uma perspectiva a partir da visão de José Marinho (IN-CM, no prelo). É autor das obras Visões de Agostinho da Silva (Zéfiro, 2006), A Via Aberta do Pensamento Português Contemporâneo (Zéfiro, no prelo) e Repertório da Bibliografia Filosófica Portuguesa (Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2007), já em parte publicado na Philosophica, Revista do Departamento de Filosofia da F.L.U.L. Partilha, com Paulo Borges e Celeste Natário, a Direcção da Revista Nova Águia, sendo o Director da colecção com o mesmo nome na Zéfiro. Faz ainda parte da Comissão Coordenadora do MIL-Movimento Internacional Lusófono.


 
LUÍS TAVARES
Licenciado em Filosofia pela UNL. Alguns artigos e traduções em revistas e online: “Comunicação e Sociedade” e “Configurações” (Universidade do Minho); “Comunicação e Linguagens” (UNL); Nova Águia; Site da SLP (Sociedade da Língua Portuguesa). Alguns prefácios e livros de edição de autor e co-autor. Realização de algumas entrevistas em vídeo: Eduardo Lourenço, Fernando Belo, José Trindade Santos, entre outros. Actividade em artes plásticas durante vários anos.
 
JOÃO RODIL

Historiador, investigador na área de história, etnografia e literatura, com obras publicadas sobre a história da região de Sintra, partilhando os segredos que esta Serra sagrada encerra e tem-se dedicado ao longo de vários anos a esculpir uma outra montanha - a do imaginário dos homens, com o seu amor pela beleza da paisagem, património e cultura.

 
JORGE MENEZES

Poeta, tradutor, dramaturgo, cultor de spoken word. Sintra estruturou a sua existência. O verdadeiro cosmopolita é o mais puro defensor da tradição. Cresceu como ser humano quando traduziu Martin Heidegger e William Faulkner. De poesia publicou os livros In einer Fremden Stadt e Selenographia in Cynthia e o romance Novelos de Sintra. É contra a civilização do petróleo e só usa transportes públicos.

 
Rui Mário, conhecido actor e encenador sintrense, colaborará lendo poemas dos vários heterónimos. Na foto, numa cena do filme "Ophiussa" no qual desempenhou o papel de Fernando Pessoa




 
 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Jantar do 9º aniversário da Alagamares


A Alagamares celebra 9 anos no próximo dia 9 de Março, e em comemoração do facto realiza o habitual jantar, no qual pretende juntar associados e amigos, desta vez no Restaurante D.Pipas, em Sintra. 

Inscrições para o nosso endereço electrónico alagamaressintra@gmail.com ou pelo 913059184 até dia 7 de Março. 

Ementa e Preços:

Entradas
Pão, manteigas, azeitonas à alentejana
Queijinhos frescos 

Quentes 
Caldo verde á minhota 

(Prato p/escolher (1 prato)

Bacalhau c/ Broa no forno

Lombo de porco recheado c/ameixa

Sobremesas à escolha
Tarte de chocolate e caramelo
Brigadeiro
Pudim flan
Pudim de café 
Arroz doce
Mousse de chocolate
Salada de frutas
Mousse de manga
Gelados
Bebidas
Aguas
Sumos
Cervejas
Vinhos da casa branco ou tinto ou sangria
Café 

Preço por pessoa: 15.00€
NOTA: Se alguém precisar de dieta também é facultado.

Restaurante D. Pipas
Rua João de Deus nº62 Sintra (atrás da estação ferroviária)

Durante a tarde desse dia, pelas 16, haverá uma sessão dedicada a assinalar os 100 anos do anúncio por Fernando Pessoa de haver criado os seus heterónimos, a 8 de Março de 1914, facto que será assinalado por um colóquio de entrada livre na Biblioteca de Sintra (Casa Mantero) ao qual podem os nossos associados e amigos assistir, ainda que depois não compareçam ao jantar, e de cujos detalhes será dada nota em comunicação específica.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

De 4 a 16 de Março, todos ao Periferias, em Sintra!



O Festival de Artes Performativas em Sintra – Periferias, teve a primeira edição em 2012, e é um trajecto enérgico de confluências organizacionais e artísticas, sustentado por uma maturação cultural conquistada paulatinamente. Como escrevem os seus promotores, "nasceu quando o tempo lhe deu tempo, transporta a experimentação do passado e move-se, inquieto, em direção à foz do futuro"

A Alagamares, parceira do Centro de Difusão Cultural Chão de Oliva, com quem recentemente celebrou protocolo de cooperação, associa-se à divulgação deste evento e convida todos os seus associados e amigos a nele participar de 4 a 16 de Março. Como se escreve no dossiê de apresentação do Festival: Com o Periferias, o Chão de Oliva continua assim a sinalizar os componentes diferenciadores do seu percurso. Prossegue a indagação e o (re)desenhar de uma alternativa estética aos modismos de ocasião.Continua o desiderato de esbater as assimetrias geográficas e culturais, através da partilha de outras experiências – espelhadas na assinatura de um Protocolo de intercâmbios -,solidificando um caminho coeso, credenciado e inovador. Destaca uma oferta artística que, pela sua conjugação e imanência, espelha e interfere na realidade social ao nível estético e assegure uma programação permanente, e diversificada, na área das artes performativas, tendo Sintra como centro mas propagando-se para muito para além desta região, em Portugal e nos países de língua oficial portuguesa.



04 A 16 MARÇO – VILA ALDA/CASA DO ELÉTRICO, SINTRA

Exposição: O secreto mundo das marionetas orientais.

A 3ª edição do Periferias – Festival de Artes Performativas em Sintra, abrirá no dia 4 de Março, às 17h, com a exposição “O secreto mundo das marionetas asiáticas”, na Vila Alda, Casa do Eléctrico de Sintra.


Esta exposição, que trará peças do futuro Museu de Marionetas de Macau, tem por objectivo dar a conhecer um pouco, todo o enquadramento histórico das marionetas no Oriente, assim como o seu processo evolutivo a nível cultural e social. Pretende ainda realçar a importância pedagógica do uso destas, não só a nível do ensino formal e académico mas principalmente ao nível da educação e sensibilização da população.

 
04 MARÇO 21:00 – RESTAURANTE SOPA D’AVÓ, R.VEIGA DA CUNHA, SINTRA

Conversas Periféricas.

Mais do que um festival de espetáculos em cartaz que se esfuma no final da programação, o Periferias quer ser (já é) um festival que perdura no tempo, através do conhecimento direto de outras realidades artísticas/organizativas, da partilha de experiências, da troca de saberes, do desenho de intercâmbios e parcerias, da criação de afetos entre participantes.

Se ao longo do festival, nos encontros informais, na espera no foyer, à mesa das refeições, a conversa entre participantes, e entre participantes e público, naturalmente fluirá, escolheram-se as terças-feiras, depois do jantar, para juntar os grupos e os convidados, num espaço acolhedor, dos muitos existentes em Sintra, para à roda de uma mesa, de chávena ou copo na mão, se soltarem conversas daquelas que puxam outras. São as "conversas periféricas", mais um fio no tecer de uma teia de afetos que caracteriza o Periferias.

Depois do jantar, haverá lugar à primeira das Conversas Periféricas que contará com os elementos dos grupos presentes, assim como dos convidados do festival onde se destacam Márcio Meirelles, actor, encenador, e director do Teatro Vila Velha de S. Salvador da Baía (e ex- Secretário de Estado da Cultura da Baía); Elisa Vilaça futura directora do Museu de Marionetas de Macau; Maria Pinto de Sá (Directora da Casa do Artista da Beira/Moçambique), Tânia Pires, Directora do FESTLIP (Festival de Teatro de Língua Portuguesa) do Rio de Janeiro e ainda um elemento do festival Mindelact, Cabo-Verde, a designar.

 

05 MARÇO 21:30 – CASA DE TEATRO DE SINTRA

Mal-Empregados (d'Orfeu - Associação Cultural, Águeda, Portugal)

Mal-Empregados é um espectáculo pseudo-sério, pseudocómico, absurdo q.b. e tendencialmente minimal. Dois atores-músicos, aparência por decifrar – farão o quê? -, desafiam-se, revezam-se, fartam-se, tentam sempre outra coisa. Tanto pode resultar como não. Uma caricatura irónica dos especialistas em polivalência. Para se chegar a uma conclusão: mal-empregados!

A d'Orfeu é uma associação cultural que iniciou actividade em 1995 em Águeda.

FICHA DO ESPETÁCULO: INTERPRETAÇÃO: RICARDO FALCÃO E LUÍS FERNANDES; DIREÇÃO DE ATORES: ÂNGELO CASTANHEIRA; ENCENAÇÃO: RUY MALHEIRO E FERNANDO MOTA; DIREÇÃO TÉCNICA: RUI OLIVEIRA.

Duração do Espetáculo: 45 minutos l Classificação etária: todas as idades.

 

05 MARÇO 23:30 – LEGENDARY CAFÉ, R. ALFREDO COSTA,SINTRA

Improvisações Periféricas.

06 MARÇO  21:30 – CASA DE TEATRO DE SINTRA

Mata-dor (Asta - Associação de Teatro e outras Artes, Covilhã, Portugal)
 

Mata-Dor pretende ser um grito de revolta conta a violência doméstica. Ano após ano o número de vitimas de violência doméstica tem vindo a aumentar, e em Mata-dor, pretende-se por a nu este flagelo que alastra a sociedade e percorre todas as classes sociais, não escolhe idades, raças ou religiões.

O espetáculo, uma mistura do teatro com a dança, pretende passar uma imagem bem real do que se passa muitas das vezes mesmo ao nosso lado e nem damos conta.

A ASTA, estrutura fundada na Covilhã em 2000, tem procurado desde a sua criação a originalidade e a diferença, tentando alcançar a singularidade na criação, nos métodos e linguagens, reinventado clássicos.

Nos seus catorze anos de atividade a ASTA concretizou projectos bem sucedidos e com um impacto importante, não só na região onde se encontra sedeada, bem como um pouco por todo o país e no estrangeiro, colocando em cena peças de relevante caráter de intervenção social e marcadas pelas novas linguagens e pela transdisciplinaridade.

FICHA DO ESPETÁCULO: CO-PRODUÇÃO: ASTA & TEATRUBI; CRIAÇÃO E DIREÇÃO: RUI PIRES ; TEXTO: DE RUI PIRES A PARTIR DE "A CASA DO INCESTO", DE ANAÏS NIN; DESIGN GRÁFICO: SÉRGIO NOVO; DESENHO DE LUZ: PEDRO FONSECA E RUI PIRES; ASSISTÊNCIA TÉCNICA: FÁBIO SILVA; EDIÇÃO DE SOM: PAULO LIMA; VOZ OFF: CARMO TEIXEIRA; GUARDA-ROUPA: SÉRGIO NOVO; CO-CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO: DIANA PORTELA, GONÇALO DE MORAIS E JOANNA SANTOS; AGRADECIMENTOS: ANDRÉ COSTA, FAUSTA PARRACHO E RITA CARRILHO.

Duração do Espetáculo: 55 minutos l Classificação etária: M/16.

 

07 MARÇO  21:30 – CASA DE TEATRO DE SINTRA

Travessias (Teatro Por Que Não, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil)
 

O espetáculo Travessias transpõe questões de um casal adulto para o quotidiano de crianças de rua do Brasil em busca do caminho mais rápido (e mais divertido) para a felicidade. Criada a partir do texto Oração, do escritor espanhol Fernando Arrabal, a peça acontece como uma grande brincadeira em conflito com ensinamentos bíblicos, julgamentos sociais, paradoxos entre o bem e o mal, e todas as incertezas de quem busca 'ser feliz' acima de tudo.

O Teatro Por Que Não? é um grupo de teatro da cidade de Santa Maria – Rio Grande do Sul, que desde 2010 busca a diversidade de linguagens por meio do encontro entre as possibilidades criativas das pesquisas desenvolvidas pelos seus integrantes. O grupo realiza diversas actividades culturais como espetáculos, eventos, cursos, entre outras, acumulando no seu currículo passagens por Portugal, São Paulo, Curitiba, Goiânia, Blumenau, Porto Alegre e várias cidades do interior do Rio Grande do Sul.

FICHA DO ESPETÁCULO: DRAMATURGIA: O GRUPO - BASEADO EM 'ORAÇÃO', DE FERNANDO ARRABAL; DIREÇÃO: ANDRÉ GALARÇA; ELENCO: ALINE RIBEIRO E ANDRÉ GALARÇA; ILUMINAÇÃO: FELIPE MARTINEZ; SONOPLASTIA: DEIVID MACHADO GOMES; OPERAÇÃO DE SOM: JULIET CASTALDELLO; CENÁRIO E OBJETOS CÉNICOS: CRISTIANO BITTENCOURT; MAQUILHAGEM: ALINE RIBEIRO; REALIZAÇÃO: TEATRO POR QUE NÃO?

Duração do Espectáculo: 50 minutos l Classificação etária: M/14.

 

08 MARÇO 21:30 – CASINO DE SINTRA

A casa encantada (Companhia de Teatro Constantino Nery, Matosinhos, Portugal)
 

A casa encantada é um projecto performativo com encenação de Luísa Pinto e Dramaturgia de Roberto Merino. Uma viagem por algumas salas do Casino de Sintra, num cruzamento entre o Teatro e Artes plásticas, vivenciando atmosferas diversas em cada cena.

Trata-se também de uma instalação cénica a partir de cenografia e adereços de projectos anteriores.

Aqui a palavra de ordem é recriar, tirar os objetos do seu contexto inicial e habitá-los de uma outra forma.

O mesmo acontece com estas personagens retiradas de encenações anteriores e que surgem aqui numa nova dramaturgia habitando espaços diferentes do seu contexto inicial. Nesta criação encontram-se várias figuras das artes do século XX como Frida Kahlo, Luis Buñuel, Garcia Lorca, Salvador Dali entre outros que deambulam pelos espaços do Teatro numa perspectiva surrealista falando sobre temas comuns a todos nós, o amor, a obra, a vida e a morte.

Desde a sua abertura em Novembro de 2008, o Cineteatro Constantino Nery tem como principal objetivo promover a afirmação do teatro como pólo cultural dinamizador da cidade, com ela e virada para ela, mas também para a Área Metropolitana do Porto e Região Norte. Através de uma programação regular e diversificada que passa por acolhimentos de espetáculos, coproduções e produções próprias, procura atingir vários tipos de público, englobando diferentes vertentes das artes cénicas e performativas como teatro, dança, espetáculos de rua, espetáculos musicais e concertos de música clássica.

FICHA DO ESPETÁCULO: PROJECTO PERFORMATIVO E ENCENAÇÃO: LUÍSA PINTO; DRAMATURGIA: ROBERTO MERINO; INTÉRPRETES: ISABEL CARVALHO, JOÃO COSTA E RUI DAVID; DIREÇÃO MUSICAL: RUI DAVID; DESENHO DE LUZ: BRUNO SANTOS; ILUSTRAÇÃO, DESIGN E VÍDEO: MIGUEL SANTIAGO MIRANDA; COREOGRAFIA DO TANGO: GLADYS ZALAZAR E ÓSCAR ZALAZAR; PRODUÇÃO EXECUTIVA: HELENA LOZA; OPERAÇÃO DE LUZ: BRUNO SANTOS E JÚLIO FILIPE; TÉCNICOS DE SOM: FILIPE GONÇALVES E PEDRO LOPES MOREIRA; COORDENAÇÃO GRÁFICA: JOANA FILIPA; ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: ANA FERREIRA E JOANA FILIPA; COPRODUÇÃO: CINE- TEATRO CONSTANTINO NERY/CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS/TEATRO ART'IMAGEM.

Duração do Espetáculo: 75 minutos l Classificação etária: M/12.

 

09 MARÇO 21:30 – CASA DE TEATRO DE SINTRA


O Lobolo (Grupo de Teatro Haya-Haya, Beira, Moçambique)
 

O lobolo é uma peça de teatro que retrata uma história tipicamente moçambicana. Uma moça que é obrigada pelos pais a casar-se com quem que não ama, e a sua vida torna-se um autêntico inferno. A situação torna-se pior pelo facto dela não conseguir ter filhos que seu marido tanto queria ter e a

culpa recai sobre ela. A sogra e o marido maltratam-na e ela não pode voltar para casa de seus pais por ter sido lobolada.

FICHA DO ESPETÁCULO: DIRECTOR ARTÍSTICO: LÚCIO CHITEVE; ADAPTAÇÃO: GRUPO DE TEATRO HAYA-HAYA A PARTIR DO ORIGINAL SULEMANE CASSAMO “O REGRESSO DO MORTO”; ENCENAÇÃO: ELABORAÇÃO CONJUNTA; ATORES: CALENE CUSTUMES, ANIBAL CHITEVE, IDALOPINA FRANCISCO E CRISTINA MARIA PASCOAL; TÉCNICOS: VITORINO CHIMICA E ZACARIAS LUIS; SONOPLASTA: NATERCIO BAZO; PARTICIPAÇÃO: GRUPO CULTURAL TAFICA.

Duração do Espetáculo: 60 minutos l Classificação etária: todas as idades.

 

11 MARÇO 21:00 – RESTAURANTE SOPA D’AVÓ, R.VEIGA DA CUNHA, SINTRA

Conversas Periféricas.

12 MARÇO  21:30 – CASA DE TEATRO DE SINTRA

O Feio (Jangada teatro, Lousada, Portugal)
Todos lhe chamam feio e correm-no à patada. Cansado de tanta humilhação, vai-se embora, cantando o seu infortúnio. Nunca teve amigos. Um dia, faz a sua primeira amizade. De repente, pum… o seu amigo é corrido a chumbo. O feio fica sozinho. Ninguém o quer… mete nojo aos cães. O tempo passa, e o feio fica bonito…

O Feio, é inspirado no universo da Banda Desenhada, onde se fundem pictoricamente o 2D das marionetas com o 3D dos atores, numa simbiose perfeita com a música e o canto ao vivo.

Jangada   teatro iniciou as suas atividades em 1999, sedeando-se no Auditório Municipal de Lousada, onde tem o seu espaço de trabalho, artístico e administrativo, cedido pela autarquia local. Neste espaço a companhia desenvolve todas as suas atividades, abrindo a partir daí o leque de apresentação do seu trabalho em Portugal e no estrangeiro.

Como linha primordial de trabalho, assente sobre uma estética heterogénea, tem pretendido mostrar alguns dos melhores autores e criadores nacionais e internacionais. A acrescentar ao seu método, iniciou em 2002 a pesquisa formativa e performativa de formas animadas. A fusão das marionetas com o ator no mesmo palco, a par da música ao vivo, tem vindo a revelar-se uma das grandes mais-valias do projeto Jangada. A própria multidisciplinaridade da Jangada teatro permite-lhe, deste modo, uma maior abrangência ao nível geral das artes de palco. O forte cariz de itinerância e o intercâmbio regular com outras estruturas artísticas nacionais e internacionais vêm reforçar a sua posição e afirmação no contexto global do mundo do espetáculo.

FICHA DO ESPETÁCULO: DRAMATURGIA E ENCENAÇÃO: LUIZ OLIVEIRA; INTERPRETAÇÃO: CLÁUDIA BERKELEY, LUIZ OLIVEIRA E VÍTOR FERNANDES; MÚSICA ORIGINAL E PIANISTA : RICARDO FRÁGUAS; BONECOS: LUIZ OLIVEIRA; CENOGRAFIA: XICO ALVES; FIGURINOS: SUSANA MORAIS; CONSTRUÇÃO DE CENOGRAFIA E ADEREÇOS: JOAQUIM CUNHA; DESENHO DE LUZ: NUNO TOMÁS.

Duração do Espectáculo: 50 minutos l Classificação etária: M/12.

 

12 MARÇO 23:30 – LEGENDARY CAFÉ, R.ALFREDO COSTA, SINTRA

Improvisações Periféricas.

13 MARÇO 21:30 – CASA DE TEATRO DE SINTRA

Coisas de mulher (As Caixeiras - Companhia de Bonecas, Brasília, Brasil)
 

O espetáculo Coisas de Mulher é composto por três caixas cénicas e cada uma delas conta uma história inspiradas no universo feminino. Os espetáculos têm duração de 3 minutos e cada caixa é assistido por uma pessoa a cada vez.

As histórias apresentadas são: “Mensagem”, “Ataque de Nervos” e “Priscila, a Perereca”.

“Priscila, a Perereca”: inspirado na linguagem de história em quadrinhos, conta a história de uma perereca que encontra um belo desconhecido e que este lhe pede para transforma-se em uma princesa. Nesse encontro Priscila mostra ao desconhecido que as histórias de princesas e sapos nem sempre tem um final feliz.

“Ataque de nervos”: conta a história de uma mulher tendo um ataque de nervos devido ao seu quotidiano.

Nesta situação a mulher irrita-se com as coisas mais simples da vida, saindo de si e afastando-se do seu eu interior.

“Mensagem”: inspirada nos contos de Carlos Galleno é uma caixa interativa onde o espectador pode participar da história por meio do convite feito pela cigana.

Formada pelas atrizes e bonequeiras Amara Hurtado, Jirlene Pascoal e Mariana Baeta, As Caixeiras Cia. de Bonecas foi criada em 2007, em Brasília, Distrito Federal, com o objetivo de pesquisar o teatro de formas animadas, sendo o primeiro grupo teatral do DF de Teatro Lambe-Lambe ou Teatro de Caixas. Além disso, oferecem oficinas, vivências e sensibilizações para atores e público em geral como repasse de seus conhecimentos e práticas artísticas.

FICHA DO ESPETÁCULO: BONEQUEIRAS: AMARA HURTADO, JIRLENE PASCOAL, MARIANA BAETA; BONECOS E CENOGRAFIA: AS CAIXEIRAS – CIA. DE BONECAS; TRILHAS SONORAS: KIKO FREITAS.

 

14 MARÇO  21:30 – CASA DE TEATRO DE SINTRA

Barafunda (Te.Atrito, Faro, Portugal)
 

Qualquer texto de Raul Brandão é sempre mais pertinente hoje do que amanhã. Qualquer acto teatral que parta do Algarve, onde não falta vontade para a criação mas nem sempre abundam os meios que permitem desenvolver o trabalho artístico, é urgente e por isso mais pertinente hoje do que amanhã.

E assim nasce este projecto. Este espectáculo é inspirado na peça “O Doido e a Morte”, de Raul Brandão.

Te-Atrito é um grupo de Teatro que assume o papel essencial dos actores nas opções estéticas e na construção das personagens que, por sua vez, vão definindo ensaisticamente a estrutura dramática das cenas. A liberdade criativa dos intérpretes na experimentação colectiva de ideias e textos e a simplificação dos figurinos, cenários e adereços permitem reforçar este propósito de centrar a acção no actor. Criado em

Outubro de 2005, é formado por quatro teatro-amadores com experiências e modos de trabalhar diversificados. Actores, encenadores, dramaturgos, figurinistas. Porque estarmos todos e de todas as formas envolvidos no processo criativo não é apenas a sublimação conceptual do teatro pobre. É o teatro possível na liberdade que hoje é possível, com o que isso pode custar.

FICHA DO ESPETÁCULO: ENCENAÇÃO: JOÃO DE BRITO; ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO: TÂNIA SILVA; INTERPRETAÇÃO: ANDRÉ CANÁRIO, LAURA PEREIRA, PEDRO MONTEIRO; DESENHO DE LUZ: JOÃO DE BRITO; REALIZAÇÃO VÍDEO-DOCUMENTÁRIO: JOÃO MARCO; DESIGN GRÁFICO: BRUNO SILVA (BUA); PRODUÇÃO: LAMA E TE-ATRITO.

Duração do Espectáculo: 50 minutos l Classificação etária: M/12.

 

15 MARÇO 21:30 – CASA DE TEATRO DE SINTRA

Esquizofrenia (Grupo teatral Craq’Otchod, Mindelo, Cabo Verde)
 

O grupo teatral Craq' Otchod com a forte componente social que a caracteriza cria o Projecto "Esquizofrenia" no sentido de tentar contribuir para a minimização dos estigmas sociais que existem à volta deste transtorno. Há muito que os paradigmas da saúde mental modificaram o seu lema de "isolar para conhecer e tratar" por se mostrar ineficaz como meio de tratamento e desumano para o lema "Cuidar sim, excluir não". A quem diga que escreves o que no fundo és, ou a pessoa de si mesma. E muitos considerados diabólicas expansivos. E muitos fechados a remédios até a sucumbição social antes mental, a pano branco e ferro frio verde com cintas a masmorra, um cérebro nos limites invicto em volta de cérebros iniciáticas invisíveis e invisos.

O grupo teatral Craq' Otchod nasceu em Julho de 2008 no âmbito do projeto socio-cultural "GrinheCim”.

“La Casa delle Arti e dei Mestieri" promovido por uma rede de associações italianas, em parceria com associações e instituições locais. Como explica o nome, o grupo está ligado à comunidade de Ribeira de Craquinha, seja porque a maioria dos seus elementos moram na zona, seja porque a formação teatral se integra nas actividades promovidas pelo Centro de Protagonismo Juvenil de Ribeira Craquinha.

A particularidade desta nova companhia teatral é a forte componente social que a caracteriza:

Craq'Otchod não tem como único objectivo a realização de espectáculos; o seu trabalho é essencialmente baseado num continuo intercâmbio e confronto entre os seus participantes. A força do grupo assenta no desenvolvimento duma experiência de auto-organização e participação activa que sai da cena para contagiar a vida de cada um.

Por isso, além de favorecer o desenvolvimento das competências técnicas e criativas, o teatro torna-se sobretudo um instrumento para descobrir as infindas possibilidades do próprio corpo, difundir confiança, construir ligações e favorecer a cooperação, estimulando a autoconsciência de cada pessoa e a abertura para os outros, no sentido do desenvolvimento da comunidade.

FICHA DO ESPETÁCULO: INTERPRETAÇÃO: RENATO LOPES; TEXTO,DRAMATURGIA E DIREÇÃO: EDILSON FORTES (DY); ASSISTÊNCIA: MOISÉS DELGADO & GIELINDA RODRIGUES; FIGURINOS: COLETIVO; CENOGRAFIA: FERNANDO MORAIS, ANÍBAL DELGADO E PAULO DOS REIS; DESENHO DE LUZ: COLETIVO; SOM: TÓ ALMEIDA; LUZ: NELO.

Duração do Espetáculo: 50 minutos l Classificação etária: M/16.

 

16 MARÇO 21:30 – CASA DE TEATRO DE SINTRA

As Pombas de Carboeiro (Fantoches Baj, Pontevedra, Galiza, Espanha)
 

As Pombas de Carboeiro é um metarrelato que conta como um frade tenta convencer, com a sua história, um batalhão do exército napoleónico para que os soldados não saciem sua fome com a população de pombas mensageiras do mosteiro. O frade, para ilustrar seu relato, usa as cartas do Tarot de Marselha com que os soldados franceses se entretinham.

Com trinta e três dessas cartas ampliadas, como uma imagem do kamishibai, relata-se o que disse o frade aos soldados. Uma mistura de história medieval com contos, cantos, lendas e romances antigos que tem como protagonistas a Cervela de Bonaval e Octavia.

Fantoche Baj é uma companhia criada inicialmente em Portugal por Inácio em 2006. Desde então o seu campo de interesse centra-se no teatro de fantoches entendidos de uma forma abrangente. Desde a proposta mais tradicional dos bonecos de luva e varinha do primeiro espetáculo, Tio Miséria (2007), a uma progressiva abertura a outras formas mais contemporâneas do teatro de objectos como no espectáculo O

espanto (2010) ou a utilização do kamishibai japonês no espetáculo As pombas de Carboeiro.

FICHA DO ESPETÁCULO: AUTOR E DIRETOR:INACIO; COMPOSIÇÃO MUSICAL: BENXA OTERO; ATORES-MÚSICOS: INACIO E BENXA OTERO; CENOGRAFIA: LUIS IGLESIAS; FIGURINOS E ADEREÇOS: MARÍA CHENUT; REGISTO EM VIDEO: TINGALARANGA; IMAGEM GRÁFICA: IVÁN SUÁREZ; ARRANJOS GRÁFICOS: ALVARELLOS S.L.; DISTRIBUIÇÃO: URDIME.

Duração do Espectáculo: 50 minutos l Classificação etária: M/8.

                                  Casa de Teatro de Sintra


Rua Veiga da Cunha nº20

Tel: 219233719


Sítio na Internet: www.chaodeoliva.com


Como chegar ao Festival:

LINHA DE SINTRA-COMBOIO A PARTIR DE LISBOA-ROSSIO:


AUTOCARROS SCOTTURB, COBRINDO AS ZONAS DE SINTRA, CASCAIS E OEIRAS- LIGAÇÃO COM A LINHA DE COMBOIO DE CASCAIS


EQUIPA DA 3º EDIÇÃO DO PERIFERIAS:

JOÃO DE MELLO ALVIM, Diretor Artístico; NUNO CORREIA PINTO, Diretor de Produção; ANDRÉ RABAÇA, Diretor Técnico e Designer Gráfico; NUNO MACHADO, Assistente de Produção; CRISTINA COSTA, Secretária de Direção e Produção; PEDRO TOMÉ, Técnico de Luz e Som; ALEXANDRA DIOGO E CARLA DIAS, Assistência Geral.
Viva o Periferias! Viva Sintra Multicultural!